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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bolsonaro e Haddad têm os maiores índices de eleitores convictos

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad, vice na chapa do PT, são os donos do eleitorado mais convicto nesta eleição. De acordo com a pesquisa Ibope divulgada ontem, 41% dos eleitores do ex-capitão do Exército dizem que a escolha por ele é "definitiva" e que não vão alterá-la "de jeito nenhum". Entre os de Haddad, o percentual chega a 52%.


Já 39% dos eleitores de Bolsonaro e 33% dos de Haddad declaram que podem mudar suas respectivas escolhas. Os percentuais, principalmente no caso de Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, mostram que há um voto com potencial de ser convertido por adversários, afinal quase quatro entre cada dez eleitores do candidato do PSL declaram que podem rever sua posição – é justamente esse eleitor que ficará na mira de Geraldo Alckmin (PSDB).


Bolsonaro lidera a pesquisa com 22%, enquanto Haddad aparece em quinto lugar com 6% das intenções de voto – Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) têm 12% e Geraldo Alckmin (PSDB) 9%.


Depois de Bolsonaro e Haddad, os candidatos que têm o voto mais consolidado entre seus eleitores são Alckmin (25%) e Ciro (23%). Marina tem apenas 18% dos eleitores convictos de sua decisão, o que mostra que é alta a chance da candidata da Rede perder os votos que hoje estão com ela.


Sobre a transferência de votos de Lula para Haddad, quando ex-prefeito é apresentado como o nome do ex-presidente na disputa, apenas 22% dos eleitores dizem que votariam nele com certeza. Outros 17% declaram que poderiam votar contra 53% que disseram não votar em Haddad de jeito nenhum, percentual que reflete a resistência de parte significativa do eleitorado ao PT. O partido aparece como o de maior rejeição: 29% dizem que não votariam no PT de "jeito nenhum". Ao mesmo tempo, é a legenda de maior preferência para 28% dos entrevistados.


O percentual de convicção do eleitor de Bolsonaro, aliado ao alto índice de intenção de votos na pesquisa espontânea (quando não são apresentados ao eleitor os nomes dos candidatos) e a pulverização das demais candidaturas, evidenciam que o candidato do PSL tem hoje uma posição confortável para passar para um segundo turno: 17% de todos os eleitores citam espontaneamente o seu nome como o preferido na disputa (Lula, que não teve o registro concedido pelo TSE, é citado por 22%). O candidato do PSL, porém, tem pouca exposição no horário eleitoral no rádio e na televisão, apenas 9 segundos, além da maior rejeição (44%), principalmente entre as mulheres, que chega a 49%, fragilidade que a campanha de Alckmin já explora.



Bolsonaro tirou potenciais votos do tucano entre os mais ricos e os mais escolarizados, que nas últimas eleições votaram com o PSDB. Nesse público, ele tem 30% e 29% das intenções de voto, respectivamente. Alckmin aparece com 8% entre os mais ricos e 7% entre os que têm educação superior. Essa transferência do voto que tradicionalmente estava com os tucanos tem imposto uma espécie de teto para o crescimento de Alckmin.
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