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sábado, 25 de março de 2017

Servidor teria premeditado atentado contra promotores

Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público do RN, por meio da assessoria de imprensa divulgou na tarde deste sábado, 25, documentos entregues pelo servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva instantes antes de iniciar os disparos contra o Procudador-Geral de Justiça Rinaldo Reis, o Procudador-Geral de Justiça Adjunto Jovino Pereira Sobrinho, e o Coordenador Jurídico Wendell Beetoven Agra na manhã de ontem, que demonstram a real intenção de matar os três promotores.

Jovino Pereira e Wendell Beetoven continuam em recuperação no hospital, enquanto Guilherme Wanderley se apresentou no Comando da PM onde está custodiado.

Os documentos deixaram claro que a intenção do servidor era matar os três promotores por divergências de medidas administrativas. Em parte dos documentos, Guilherme digitou cartas com supostos pedidos de exoneração do PGJ e do seu adjunto em que, “pediam desculpas as famílias que destruí (…) prática de crimes e atos de improbidade administrativa, principalmente contra os Procuradores de Justiça e seus assessores. Peço ainda, desculpas especiais ao assessor Guilherme Wanderley Lopes da Silva, por fazê-lo talvez, desviar parte de seu brilhante caminho de luz”, diz trecho do documento que seria assinado pelos promotores.


Em outra parte do documento, intitulada Carta a Todos que compõem o Ministério público e ao povo brasileiro, Guilherme Wanderley faz menção ao que seria o “impeachment qualificado”, de Rinaldo Reis e Jovino Pereira, alegando ser necessário por discordar com medidas adotadas pela atual gestão, chamada de “mega quadrilha” contra os servidores e assessores do MP. “Resumindo, exonerou, com bastante prazer, alguns poucos assessores e não havia mais qualquer caminho normal para resolver a situação”, afirmou Guilherme.

PREMEDITADO

Em outro momento, Guilherme Lopes falou que o “Plano B” (matar os promotores) teve o epicentro desde abril de 2013 e estaria agindo em “legítima defesa própria e alheia”.


“Alguém precisava fazer algo efetivo e dar uma resposta a esse genuíno crime organizado”, escreveu o servidor se referindo a intenção de matar Rinaldo, Jovino e Wendell.


Guilherme também relata que a espera pelo “Dia D” gerou angústia e certa satisfação. “Afinal, são mais de três anos esperando.(…) Cerca de 5% a 10% de dúvidas”, diz o texto, fazendo em seguida referências a Deus.

Em seguida, Guilherme faz referências ao PGJ, chamando de “Ruinaldo”, “Trata-se de um homem sujo, perseguidor, egoísta, articulador, saqueador, descumpridor de leis e princípios que nos são muito valorosos (…) Ele é a personificação do câncer. Uma chaga que precisa ser eliminada”, descreveu.


Sobre não avisar as vítimas ou buscar outro caminho, Guilherme afirmou que seria sumariamente exonerado e sofreria sozinho.

Por fim, as últimas palavras do servidor deixa a entender que a carta seria entregue a algumas pessoas para divulgação e finaliza. “Vocês que ficam, busquem a dignidade. Encontrem um caminho mais fácil que o meu!”.

Os documentos serão entregues a polícia para compor a investigação.

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