Na ocasião, o escrivão Luiz Carlos Braga disse que tinha recebido uma “ordem verbal” do juiz, que ainda não estava presente. A orientação era para impedir a entrada de quem quisesse acompanhar Dilma. O juiz também determinou que fosse contida qualquer mobilização de simpatizantes do PT na frente da escola, já que em local de votação só são permitidas manifestações “individuais e silenciosas”. Depois, quando chegou ao local, o juiz repetiu os argumentos à imprensa.
Dilma chegou na companhia do ex-ministro Miguel Rossetto (PT) e do candidato do Partido dos Trabalhadores à prefeitura de Porto Alegre, Raul Pont. Foi recebida com festa por dezenas de apoiadores que estavam na frente da escola. Os jornalistas passaram pelo primeiro portão de acesso, mas foram barrados numa segunda porta de vidro que dá entrada à escola.
Na confusão, os próprios aliados de Dilma, como Rossetto e o deputado federal Henrique Fontana (PT), também foram impedidos de acessar o local de votação. Isso resultou em confronto com a Brigada Militar. Tanto os jornalistas como os políticos argumentaram com os policiais, que mantiveram a ordem do juiz e não permitiram a passagem.
O único que conseguiu passar, porque é candidato, foi Pont. Somente ele presenciou o voto de Dilma. No tumulto, a porta de vidro que separava a multidão das salas onde a ex-presidente e outros eleitores votavam foi quebrada. Algumas pessoas saíram feridas, entre elas Silvana Conti (PCdoB), a candidata a vice de Raul Pont.