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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Cesárea só poderá ser agendada após 39ª semana: veja novas regras para esse tipo de parto

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está em vias de publicar uma nova resolução sobre a realização de cesarianas no Brasil. A principal mudança fica a cargo da determinação de um tempo mínimo de gestação para realizar esse tipo de parto a pedido da gestante: 39 semanas. Algumas pesquisas já mostraram que essa não costuma ser puramente uma escolha da mulher, por isso, o CFM determina qual deve ser a conduta ética do médico, limitando sua influência.
De acordo com informações divulgadas pelo CFM, o órgão entende que é ético por parte do médico atender à vontade da gestante e realizar a cesariana quando solicitado. No entanto, ela só poderá ser feita a partir da 39a de gestação.


A justificativa é a saúde do bebê, que antes desse tempo ainda seria considerado prematuro para o nascimento segundo uma importante publicação de 2013, o estudo Defining "Term" Pregnancy Workgroup, organizado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG).
Entre os principais prejuízos para a saúde do bebê estariam os problemas respiratórios e as dificuldades para regular a temperatura corporal e para se alimentar. Além disso, poderia haver altos índices de bilirrubina, substância presente na bile que pode causar icterícia e, em casos mais graves, causar danos cerebrais e de visão e audição.
"Quando não há indicação médica que justifique a antecipação do parto, é primordial respeitar o prazo de 39 semanas para realização de cesariana a pedido da gestante. Um dos reflexos dessa norma será a redução de casos de recém-nascidos com dificuldades de adaptação à vida extrauterina e, consequentemente, a redução das taxas de internação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal", explica o pediatra e corregedor do CFM, José Fernando Maia Vinagre.
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Casos excepcionais
Vale lembrar que essa decisão é válida apenas para casos em que não há indicação clínica para cesárea. São indicações relativas de cesárea (isso é, nem sempre a cirurgia é a única saída possível) apresentação pélvica do bebê (quando o bebê está ‘sentado’), gestação de gêmeos, sofrimento fetal agudo (identificado pelo batimento cardíaco), fetos com mais que 4,5 kg, posição transversa do feto, placenta prévia oclusiva, descolamento prematuro da placenta com feto vivo, entre outros.

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Editado Por: Blog do Joseilson Cidade: Santa Cruz/RN