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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Polícia Federal realiza 31ª fase da Lava Jato; ex-tesoureiro do PT é alvo

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (4), a 31ª fase da Operação Lava Jato. São apuradas as práticas de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação "em um contexto amplo de sistemático prejuízo financeiro imposto à Petrobras", segundo a PF.
A investigação central desta etapa tem o objetivo de "apurar a fraude ao processo licitatório, o pagamento de valores indevidos a servidores da Petrobras e o repasse de recursos a partido político em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações específicas", segundo a PF. A instituição cita como exemplo o projeto de reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), no Rio de Janeiro. O esquema no Cenpes envolveria propina de R$ 39 milhões.


 
O ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira é o alvo principal da operação. Ferreira entregou-se à PF no último dia 24 de junho, um dia após a Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato. Ele é alvo de um mandado de prisão preventiva e também de busca e apreensão.
Chamada "Abismo", a 31ª fase da Lava Jato ocorre no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O nome refere-se às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas desenvolvidas pela Petrobras. Outro motivo da nomenclatura é "a demonstração que esquemas como estes identificados levaram a empresa aos recantos mais profundos da corrupção e da malversação do dinheiro público", diz a PF.
Ferreira é suspeito de ligação com o esquema Consist - empresa de software que teria desviado R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Ministério do Planejamento na gestão Paulo Bernardo.
Sob o comando de Bernardo, que liderou a pasta de março de 2005 a janeiro de 2011 no governo Lula, o Planejamento assinou acordo com o Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Complementar (SINAPP) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Essas entidades contrataram a Consist para desenvolver o sistema de gerenciamento e controle dos créditos consignados. De 2010 a 2015, o esquema teria gerado R$ 100 milhões em propinas sobre o contrato da Consist.

Mandados

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Editado Por: Blog do Joseilson Cidade: Santa Cruz/RN